Como ter uma internet segura nos dias de hoje?

Por mais acesso à informação que tenhamos nos dias atuais, essa ainda é uma dúvida recorrente de milhares de usuários. Pensando nesta comunidade, foi criado O Dia da Internet Segura.

O que é o Dia da Internet Segura?

É uma iniciativa anual com o objetivo de conscientizar usuários e instituições sobre a importância do uso seguro, ético e responsável da Internet. A data é comemorada todo dia 5 de fevereiro e mobiliza mais de 140 países em prol da segurança online.


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Segundo o levantamento do Google, entre as principais preocupações dos entrevistados estão: privacidade, prevenir-se do cyberbullying, evitar conteúdo impróprio, compartilhar informações com cuidado e evitar golpes.

Uma conduta imprudente online pode expor crianças e adolescentes ao contato com estranhos mal intencionados, mas não são só os menores de idade que estão sujeitos a riscos. Adultos são, com frequência, vítimas de golpes como phishing, vazamento de dados e sextorsão.

Confira a seguir algumas recomendações para garantir uma navegação segura na Internet.

1. Não clique em e-mails suspeitos

Para checar a veracidade do e-mail, confira o endereço do remetente e veja se a comunicação contém anexos com a extensão .exe. Se sim, é muito provável que esses arquivos carreguem vírus ou spyware. Não abra e apague a mensagem imediatamente. Vale lembrar que instituições governamentais, a polícia e o Poder Judiciário também são usados por criminosos nesse tipo de golpe.

2. Não concorde com os termos de uso das lojas virtuais sem lê-los antes

Se você já se cadastrou em um site de e-commerce, provavelmente pulou a leitura de um texto longo, e marcou direto a opção “Eu concordo com os termos e condições de uso”. Os termos de uso tratam de questões como a incidência ou não de frete, juros e impostos; tempo de entrega dos produtos e possíveis procedimentos de estorno e programa de descontos.

Nessa parte, é preciso prestar atenção se o texto esconde cláusulas que ferem o Código de Defesa do Consumidor. Já na Política de Privacidade, a empresa demonstra como cuidará e lidará com as informações privadas cadastradas pelos clientes em seu banco de dados.

É importante saber, por exemplo, por quanto tempo esses dados serão armazenados na memória da loja e se serão ou não compartilhados com outras empresas.

3. Não poste fotografias ou vídeos sem autorização das pessoas envolvidas

Respeitar a privacidade alheia é uma atitude especialmente necessária no ambiente online. Caso deseje postar uma foto em que aparecem outras pessoas, certifique-se de que elas estão de acordo com a publicação. Se o registro envolve uma criança ou adolescente, a autorização deve ser pedida aos responsáveis. No ambiente escolar, jamais poste fotos ou vídeos dos alunos na Internet.

Vale lembrar que redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram oferecem a opção de desativar a marcação automática de fotos, prevenindo a associação do perfil a fotos constrangedoras e indesejadas.

4. Não pratique violência online e denuncie cyberbullying

Praticar cyberbullying significa usar o espaço virtual para ofender, intimidar ou hostilizar alguém. Mais comum entre crianças e adolescentes, a atitude pode ser punida pela Legislação Brasileira se for interpretada como crime contra a honra praticado em meio virtual.

Uma das formas de coibir o cyberbullying é por meio da denúncia. Para isso, é importante não apenas copiar o link da postagem abusiva, já que ela pode ser deletada posteriormente, mas tirar prints do perfil do agressor e também dos comentários e encaminhar às autoridades responsáveis.

Uma outra opção é denunciar a publicação na própria rede social. Além disso, também é possível denunciar práticas criminosas que ocorrem offline através de ouvidorias estaduais ou do site do Ministério Público, como no caso dos maus-tratos a animais.

5. Não deixe crianças usarem o PC sem controle parental

Embora a atual geração de crianças e adolescentes carregue o título de “nativos digitais”, a supervisão dos pais ainda é indispensável para garantir uma navegação segura. Nesse sentido, ferramentas de controle parental, como o SafeSearch, do Google, ajudam os responsáveis a proteger a privacidade dos filhos. O Instagram, rede social que conta com um grande número de usuários adolescentes, temo um guia com as principais ferramentas de segurança do aplicativo para dar suporte aos pais.

6. Não acesse sites fora da sua classificação etária

O Ministério da Justiça e a Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão já debateram a respeito da implementação de um sistema de classificações etárias na web, mas, até então não existe nenhuma lei nesse sentido.

Principal alvo da polêmica, alguns youtubers tem adotado um sistema de recomendações de conteúdo de acordo com a faixa etária em seus canais. Redes sociais, no entanto, possuem uma idade mínima para uso — a do Instagram, por exemplo, é de 13 anos —, que deve ser respeitada. Essa informação pode ser encontrada nas Diretrizes de Comunidades das plataformas.

7. Não use senhas fracas

Criar uma senha forte o suficiente para ação de invasores não tem nada a ver com criatividade, e sim com estratégia. Além disso, é importante adotar uma senha diferente para cada conta de e-mail, e-commerce e rede social que você visita regularmente.

Se o site ou aplicativo oferecer a opção, inclua a verificação em duas etapas no cadastro. A funcionalidade tem o objetivo de dificultar acessos indevidos: quando o usuário digita a senha, o serviço em questão envia automaticamente um PIN ou algum outro código para confirmar a identida

Fonte: www.techtudo.com.br

O termo “nude” ficou popular há poucos anos atrás, quando as pessoas começaram a trocar fotos íntimas entre si nos bate-papos da internet e dos aplicativos de celular. A coisa toda acabou virando moda, e vários memes estampavam a frase “manda nudes”. Mas como tudo acaba tendo um lado ruim na web, essas fotos estritamente pessoais caíram nas mãos de hackers, de ex-namorados querendo vingança, e de pessoas simplesmente maldosas.

As redes sociais são em parte responsáveis por transformar a sociedade em aficcionados pela fotografia e pela selfie, junto das várias opções de câmeras e ferramentas tecnológicas que os smartphones oferecem. Hoje em dia, o armazenamento de fotos ficou amplamente mais abrangente, com várias formas de guardá-las, como a nuvem virtual.

Na maioria dos casos, as fotos tiradas por nós são automaticamente salvas na nuvem, mesmo se excluídas do aparelho, e isso pode ser perigoso. A nuvem é um serviço para guardar arquivos e fotos, e é usado para liberar espaço do telefone assim como para ser acessado de qualquer computador ou smartphone, bastando acessar a conta com login e senha.

Nesse sentido, existem alguns passos que devem ser seguidos para que a segurança das suas fotos fique mais forte, e longe das mãos de hackers. Confira:

Desativar a sincronização automática

A sincronização automática permite que as fotos tiradas pelo aparelho fiquem salvas automaticamente em nuvens como o iCloud e o Google, e às vezes com outros serviços também, como o Flickr ou Dropbox. É uma boa forma de garantir que elas fiquem salvas e que não serão perdidas, pois uma vez que são armazenadas no celular e excluídas sem querer, elas poderão ser encontradas novamente na nuvem.

Isso começa a virar um problema se por acaso o celular for roubado ou acessado por alguém mal intencionado. Basta desbloqueá-lo, que ele terá em mãos todas as fotos já tiradas por você com facilidade. Por isso é importante limitar o acesso à nuvem, desativar o backup, e colocar uma senha para acesso desses arquivos.

Depois de fazer isso, comece a fazer o processo de condução das fotos até a nuvem de forma manual, para que fique armazenado somente o que é desejado. Para fazer isso, é preciso mudar as configurações do Google+ para Android ou no iCloud para iPhones.

Para mais segurança ainda, desative o download automático do WhatsApp e faça questão de apagar as imagens da galeria do aparelho e das conversas para onde tenha enviado.

Crie uma senha forte e ative a verificação em dois passos

A segurança da senha é muito importante, e ela deve ser forte e não óbvia. Muitas pessoas tendem a esquecer sua senha depois de um tempo, e por este motivo, criam senhas fáceis de serem lembradas, como “12345” ou o nome+123. Datas de aniversário e nomes de bichinhos de estimação também são consideradas fracas.

Isto basicamente é um presente para os hackers, que já estão acostumados a invadir contas. Por isso, tenha em mente que ter uma senha forte é mais importante do que ter uma senha fácil de ser lembrada. Para isso, ela deve ter letras minúsculas, maiúsculas e números. Outra boa dica é trocar as letras por símbolos ou números, como: “5enh@ F0rt3”. Se tiver medo de esquecer, anote em algum lugar seguro que só você saiba, como um caderno ou diário.

Mesmo com a senha mais difícil, ainda corre o risco de ser descoberta. Então, a ativação da verificação em duas etapas ajuda um monte, pois é possível instalar um código adicional para deixá-la ainda mais inacessível. Desse jeito, quando ele pedir a senha, ele também vai enviar um código para o seu celular no momento do login.

Para fazer isso no Google, vá até “Minha Conta” no menu principal no alto e à direita. E na Apple, é por meio do iCloud que você poderá ativar o mecanismo. Em outros serviços, como o Facebook e a Microsoft, também é possível ativá-lo.

Controlar os aplicativos

Saiba que aplicativos bastante usados, como Facebook, WhatsApp e Instagram, também acessam suas fotografias. Por isso, a atividade de cada um deve ser cuidada, e se você quiser, bloqueada.

Em iPhones, pesquise nas opções de privacidade do celular, vá até “Fotos” e selecione os aplicativos que você quer bloquear. Já no Android, você terá que ir em cada aplicativo, um por um, para bloquear o uso de fotos. Dessa maneira, as suas imagens não serão compartilhadas com os servidores de cada app.

Esconder as fotos

Uma ferramenta a mais para o controle de acesso à galeria são os chamados “ocultadores de fotos”, que podem ser usados no celular ou no tablet. Em dispositivos iOS existem o Picture Safe e o Private Photo Vault por exemplo, e para celulares Android, estão disponíveis o Hide Something e o KeepSafe.

Funciona assim: o sistema possibilita criar um código PIN ou tátil, que são como aquelas senhas colocadas para acessar o celular, só que estes servem para acessar suas fotos, deixando ainda mais difícil quebrar sua privacidade.

Borrar os metadados de cada foto

Muitas pessoas não sabem, mas suas fotos possuem dados escondidos que informam a data e o lugar de onde foram tiradas, além de mostrar o modelo de câmera usado. Estes metadados acabam revelando informações que não são sempre evidentes para qualquer um, mas se você preferir não informá-los, há uma maneira.

Existem aplicativos como o Image Privacy para Android e o GeoGone para iOS, que são capazes de borrar estes metadados para você. É um processo bem rápido e fácil, e pode ser aplicado a várias fotos ao mesmo tempo. Legal né?

Limpe todos os seus dados antes de mandar para conserto

Quando precisar levar seu aparelho até um assistente técnico, é melhor levá-lo sem nada que possa ser íntimo demais ou privado. Antes de levar para o conserto, salve antes todas as coisas que você deseja tirar do celular para que não seja visto. Se caso você não puder tirar seus dados antes, faça questão de encontrar um técnico de confiança, para não correr este risco.

Dicas adicionais

Além de tudo que foi dito acima, você ainda pode colocar uma senha de bloqueio de tela do celular, ou entrada com leitura facial/biométrica. Assim, tudo que existe no celular pode ficar mais seguro.

Também é importante ficar atento quando for digitar seus dados para algum programa, como em e-mails que pedem dados para resolver algum problema no banco ou para mudar a cor do Facebook, por exemplo. Não forneça seus dados para ninguém que não seja de extrema confiança.

Cuide também com os pendrives usados para salvar arquivos confidenciais, não os perca ou empreste com suas informações dentro.

Fonte: oficinadanet.com.br

O número de dispositivos móveis está crescendo a passos largos no Brasil, mas os investimentos em segurança para este segmento não estão acompanhando a curva de vendas. Dados divulgados recentemente pela IDC apontam um crescimento de 164% na venda de tablets no país, em comparação com apenas 27% de investimento em vulnerabilidade.

“O passo inicial é criar uma estratégia dentro do ambiente de trabalho com políticas adequadas e procedimentos tecnológicos. Cresce o consumo, cresce também a vulnerabilidade do usuário e a inteligência de quem ataca”, explicou Antonio Mocelim, diretor da empresa especializada em segurança corporativa ‘M3Corp’, por meio de sua assessoria de imprensa.

Para auxiliar as empresas a diminuírem os riscos relacionados à segurança de dados e uso de dispositivos móveis, a M3Corp listou sete dicas importantes:

1. Desenvolver estratégia empresarial para segurança móvel

Não para limitar a utilização dos dispositivos, mas para aceitar que eles são um modo de vida. Eles aumentam a eficiência dos funcionários, tal como a flexibilidade e velocidade na implantação de novos aplicativos;

2. Realizar uma auditoria

Para determinar onde notebooks e outros dispositivos móveis são utilizados dentro da empresa. Uma auditoria ajuda a entender o nível de risco e as tecnologias que limitam o acesso ou a transferência de informações confidenciais;

3. Classificação dos funcionários de dados sensíveis

Eles podem ser classificados da seguinte forma: dados regulamentados (cartões de crédito, dados de saúde), não-regulamentados (histórico de compras, navegação), dados dos funcionários e não-regulamentados confidenciais de negócios (IP, financeiro);

4. Criar política global

Ela deve abordar riscos associados a cada dispositivo e os procedimentos de segurança que devem ser seguidos;

5. Estabelecer práticas de monitoramento rigoroso e implementar tecnologias de base

Para assegurar que as políticas e diretrizes sejam cumpridas;

6. Desenvolver a prática de desligar as configurações de segurança, ou “jailbreaking”

Pesquisas mostram que os funcionários desligam os recursos de segurança de seus dispositivos móveis, causando problemas para a segurança das informações e,

7. Estabelecer responsabilidades organizacionais

As empresas têm a responsabilidade de determinar políticas, procedimentos e tecnologias necessárias para a segurança dos dispositivos móveis, e os funcionários devem estar cientes de suas responsabilidades e da importância do uso responsável dos dispositivos.

Fonte: canaltech.com.br